Sábado, 16 de Agosto de 2014

Amigos recordam Jürg Dubler

Amigos recordam Jürg Dubler

 

Segundo o Ostthüringer_Zeitung  

 

O piloto suíço de Formula 3 Jürg Dubler faleceu no fim de Julho de 2014, com a idade de 73 anos, mas o seu nome foi agora recordado na Alemanha, durante a prova de Schleiz.

http://www.otz.de/startseite/detail/-/specific/Rennsportfreunde-trauern-auch-in-Schleiz-um-Juerg-Dubler-1873835748#.U_dcQyQ2p9A.facebook

 

Foto: Jürgen Müller

 

Foi também o autor dos livros sobre a Fórmula 3

http://manueldinis.blogs.sapo.pt/189200.html

Nos dois volumes de ” LES ANNES FABULEUSES DE LA FORMULE 3. 1964 – 1970” onde são recordados  Os Anos Dourados da Formula 3, época de 1964 -1970.

Era uma competição realmente internacional,  onde os jovens pilotos provenientes de todos os países do mundo, sulcavam as estradas da Europa, desde a Alemanha até Portugal, da Sicília à  Inglaterra e da França à Suécia. Em “meetings”, onde as corridas de Fórmula 3, eram as vedetas e os prémios de partida e de  chegada permitia aos melhores viver, quotidianamente, da corrida.

È esta fabulosa época, vivida por ele, nas maiores provas internacionais que nos conta este  Suíço, onde destaca a sua presença em Portugal, o seu primeiro lugar na grelha de partida da primeira manga e o 21º lugar na final, com o Brabham BT15 – Ford, no circuito de Cascais no ano de 1965 e a sua passagem por Vila Real.

Esteve em Vila Real em 1966,  com um Brabham BT 18, mas abandonou,

em 1968 obtêm o 11º lugar, com um Brabham BT 21 B.


publicado por dinis às 22:08
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Domingo, 16 de Março de 2014

Frank Williams em Vila Real 1966

Frank Williams em Vila Real 1966

 

No ano em que a sua filha Claire Williams parece querer renascer a escuderia fundada pelo seu pai Frank Williams.O histórico dirigente lembrou que “A Williams e a Martini partilham uma rica histórica no mundo do automobilismo.

Longe vai o tempo em que o jovem Frank Williams nascido a 16 Abril de 1942 em County Durham, de seu nome Francis Owen Garbertt Williams, filho de um piloto da RAF e de uma professora, decide abandonar os estudos, para trabalhar numa oficina de tractores em Nottingham.

Periodicamente desloca-se até Brands Hatch para admirar as máquinas da sua predilecção, até que em 1961 adquire um Austin A 35 para se iniciar nas lides desportivas. Frank mudou- se para Londres em 1963, mas sem dinheiro para continuar nas corridas, conseguiu um emprego como mecânico de Jonathan Williams na Fórmula Júnior.

Em 1964 compra um Brabham F3, acidentado e entretanto reparado, propriedade de Anthony “Bubles” Horsley e percorrem as pistas europeias.

Durante a temporada de 66, Frank Williams veio a Vila Real, onde nos treinos oficiais efectuou o 6º tempo antes de se despistar com o Brabham BT18 - Ford/Cosworth da Jochen Rindt Racing na curva da Ford.

A sua única vitória viria a acontecer na Suécia, em Agosto de 1966, altura em que abandonou a sua carreira como piloto de automóveis.

No final de 1966, Frank Williams funda a sua primeira equipa de automóveis de corrida, a Frank Williams Racing Cars e inicia-se na venda de automóveis de corrida. Adquire a Ron Tauranac, os Brabham F 3 que prepara e vende,  nas suas oficinas de Slough, perto da Lola. Uma breve passagem pela Formula 2 com um Brabham F 2 para Piers Courage  e no ano seguinte a equipe adquire e inscreve um Brabham BT 26 e equipa-os com pneus Dunlop  para o mesmo piloto  correr no GP da Holanda. A época de 1969 é prometedora e termina no 8º lugar do campeonato. Começava assim a fantástica passagem de Frank Williams pela Fórmula 1.

O primeiro Williams de fórmula 1 é o produzido com o auxílio da Politoys, conhecida marca de miniaturas, o FWO1 Ford Cosworth e construído por Len Bailey.

Por esta altura ganhou excelente reputação como homem de negócios. Reputação que iria ser largamente utilizada nas próximas décadas.

 

Ayrton Senna e Frank Williams, em Donington Park nos testes de 1983.

O acidente em Março de 1986

As pistas e autódromos são parte integrante da vida de Frank Williams, mas seria quando se deslocava do circuito Paul Ricard para o aeroporto de Nice, que perdeu o controle do Ford Sierra, quando não levava o cinto de segurança: Williams foi projectado para fora do carro, quebrando a coluna cervical. Desde então, usa uma cadeira de rodas para se locomover.

Hoje no GP da Austrália, Valtteri Bottas no Williams FW36 terminou em 5 , imediatamente atrás do Ferrari F14T de Fernando Alonso.


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Domingo, 9 de Fevereiro de 2014

As cores nacionais na Fórmula 3

 

As cores nacionais na Fórmula 3

1966

O  Matra de Luís Fernandes não compareceu e assim Filipe Nogueira foi o único concorrente nacional a percorrer o circuito para adaptação, e nos treinos obter o 5º  tempo e uma dor de costas, conforme nos informa o Jornalista do Comércio do Porto

33 Joaquim Filipe Nogueira Brabham BT 16

Portuguese Racing Team

Para 1967, e na corrida principal, a prova de Fórmula 3, estão inscritos novamente dois pilotos portugueses com bólides decorados com as cores nacionais “Vermelho e Branco”  o Brabham do Portuguese Racing Team de Joaquim Filipe Nogueira, aqui estreado no ano anterior, e  a estrear o novo Brabham BT 21 de Carlos Gaspar.

Um cena familiar, para a família Filipe Nogueira, nesta foto histórica, Joaquim Filipe Nogueira e José Filipe Nogueira , em cima do Brabham BT18 Ford do Portuguese Racing Team ou seja pai e filho, … é de pequenino que se começa…e se prolonga até à actualidade.

Ao fundo o Brabham BT21 de Carlos Gaspar

Os treinos de sexta-feira foram mais favoráveis a Carlos Gaspar que obteve o 7º lugar e no sábado para Filipe Nogueira a 12º posição.

 

Durante a corrida, Filipe Nogueira aproxima-se de Carlos Gaspar, ultrapassa-o, mas é obrigado a abandonar. Definitivamente o 4º lugar não seria para os portugueses, uma vez que o Repco de Carlos Gaspar deixou de funcionar perto da meta, mas classificando-se ainda no 10º lugar. 


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Quarta-feira, 5 de Fevereiro de 2014

13º Circuito Internacional de Vila Real Fórmula V

13º Circuito Internacional de Vila Real Fórmula V

 

A presença de um Fórmula Junior que em 1958 efectuou umas voltas de demonstração ao circuito de Vila Real, marcou certamente a estreia dos monolugares de Fórmula, na pista transmontana.

Mas, seria Nardi, o primeiro a construir em 1959, uma fórmula e a utilizar um motor Volkswagen Beetle, seguindo as indicações de Hubert Brundage, um revendedor VW da Flórida, desiludido com os fracos resultados obtidos com seu Beetle.  

O protótipo foi equipado com um motor 1200 cc fez enorme sucesso nas corridas de “single seater” americanas do Sports Car Club of América. Em 1963 tem início o primeiro campeonato regulamentar da recém lançada Fórmula Vee, promovido pelo SCCA

A categoria rapidamente se expande pela Europa, África do Sul e Austrália como uma fórmula barata de se iniciar ou praticar automobilismo.

Os Palma V iniciam a sua carreira desportiva em 1966 no circuito de Montes Claros e o seu primeiro vencedor foi Joaquim Filipe Nogueira, piloto oficial e principal piloto de testes.

Para Vila Real, estavam inscritos 11 pilotos, todos em Palma V, com cilindradas a variar entre 1285, 1288 e 1300 c.c.

Durante os treinos, demonstraram uma velocidade fora do esperado, onde o mais rápido foi Manuel Nogueira Pinto e Jorge Passanha.

Alinharam à partida seis concorrentes, e o primeiro a arrancar foi o mais rápido nos treinos e que nunca mais largou o primeiro lugar.

Filipe Nogueira parte da segunda fila da grelha, quinto lugar, e volta após volta, sobe ao segundo da geral.

No final, Luís Fernandes, o terceiro classificado, protestou os dois primeiros carros.

Para um circuito como o de Vila Real a lista de participantes terá de se alargar sob pena de se tornarem em provas muito pouco interessantes, num circuito muito grande para este tipo de carros.


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Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2014

13º Circuito de Vila Real Fórmula 3

13º circuito Vila Real Fórmula 3

 

Joaquim Filipe Nogueira foi um dos mais brilhantes pilotos do automobilismo nacional.

Na juventude, a arte equestre ainda o aliciou, mas o desporto automóvel acabou por o atrair após as inúmeras participações em gincanas, ralis e circuitos.

Os resultados entretanto alcançados nas provas nacionais e internacionais contribuíram para a sua enorme popularidade.

Algumas participações do seu vasto palmarés

1947 Gincana de Lisboa Standard

1950  IV Rallye Internacional Lisboa segundo classificado da geral e melhor português em MG TC

1952 Triunfo no Rallye Internacional de Lisboa em Porsche 356

1952 Volta à França em Porsche

1954 Circuito de Tanger 2º em Denzel

  •  Taça Cidade do Porto 2º em Denzel

 1955 XXV Rallye Automobile de Monte Carlo em Porsche 356

  • 500Km de Nurburgring  10º Porsche 550
  • Circuito de Vila do Conde 1º Porsche 550
  • Campeão Nacional de Condutores

1956 Grande Prémio de Espanha em Porsche 1º

  • 1000Km de Nurburgring foi 10º com um Porsche 356 Carrera acompanhado de Schulze

1956 Na taça Cidade do Porto é 2º com um Porsche , mas na prova Internacional a sua carreira foi interrompida após o grave acidente ocorrido com o Ferrari 750 Monza  a três voltas do fim, quando comandava aprova.

1957 Volta a Nurburgring  onde foi 11º com um Porsche 356 Carrera

1962 Circuito de Fortaleza em Jaguar 3.2  foi 1º  

1963 4º no circuito de Montes Claros Porsche 550

  • 2º no Circuito de Vila do Conde  Porsche 550

1965 Grande Prémio de Portugal em cascais foi 4º com um Lotus F 3  

Para as corridas em Vila Real onde a Fórmula 3 era a novidade, todos esperavam uma boa prestação dos volantes nacionais.

 Luís Fernandes inscrito com um Matra e Joaquim Filipe Nogueira a estrear o Brabham do seu Portuguese Racing Team para defrontar os concorrentes estrangeiros na prova Internacional, a mais importante da jornada vila-realense.

O  Matra de Luís Fernandes não compareceu e assim Filipe Nogueira foi o único concorrente nacional a percorrer o circuito para adaptação, e nos treinos obter o 5º  tempo e uma dor de costas, conforme nos informa o Jornalista do Comércio do Porto

“ - Alguma lesão?

- Tenho as costas queimadas. O depósito verteu alguma gasolina e com a transpiração  e o calor fiquei ligeiramente queimado. Nada de grave(…).   

No dia seguinte

 “(…) O nosso Filipe Nogueira fez o que pode perante estes profissionais do “volante “ internacionais. O público logo à tarde vai vibrar com os pequenos “bólides” da Fórmula 3”

 Dizia o Comércio do Porto.

 

Novamente no jornal O Comércio do Porto de Segunda-feira 11de Julho de 1966, podemos ver uma desenvolvida reportagem sobre o acidente ocorrido no Domingo, durante a prova de Fórmula 3.

 

Joaquim Filipe Nogueira passa entre os destroços do carro de Charles McCarty e Steve Matchett

 

No final, Joaquim Filipe Nogueira foi 5º com 24 voltas e o tempo de 1h 10m 42,77s. sendo a sua volta mais rápida em 2m 52,03s 


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Segunda-feira, 19 de Agosto de 2013

A primeira corrida de Fórmula 3 em Vila Real

A primeira corrida de Fórmula 3 em Vila Real

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O acidente que eu vi da varanda do meu primo Felix e da Aidinha, contado pelo seu protagonista posteriormente Charles McCarthy conhecido por "Chuck" quando residia em Vila Real

Na sequência de um contacto com a berma da ponte e consequente despiste, seguido de um toque do seu compatriota Steve Matchett, na 11ª. volta, espalham os destroços dos seus Brabham ao longo da Ponte Metálica. Entretanto, alguns pedaços saltam os resguardos da ponte, em direcção ao rio.

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 Joaquim Filipe Nogueira passa entre os destroços do carro de Charles McCarty e Steve Matchett

 


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Sexta-feira, 1 de Março de 2013

Les anneés fabuleuses de lá Formule 3 - 1964 – 1970

Les anneés fabuleuses de lá Formule 3 - 1964 – 1970 


Um extraordinário testemunho do período mais  surpreendente do F3, escrito por um dos seus actores, Jürg Dubler
Antes de começar a correr, Jürg Dubler escrevia artigos para a " Revue Automobile" suíça. Os seus talentos de poliglota, conduziam-no igualmente a traduzir artigos em francês, inglês e italiano.  Seguidamente, sempre continuou a escrever, tendo uma crónica regular onde contava as corridas que disputava.

Jurg Dubler, esteve em Vila Real em: 
1966
Abandonou, com um Brabham BT 18
1968
Obtêm o 11º lugar, com um Brabham BT 21 B

Nos dois volumes de ” LES ANNES FABULEUSES DE LA FORMULE 3. 1964 – 1970” onde são recordados  Os Anos Dourados da Formula 3, época de 1964 -1970. 
Era uma competição realmente internacional,  onde os jovens pilotos provenientes de todos os países do mundo, sulcavam as estradas da Europa, desde a Alemanha até Portugal, da Sicília à  Inglaterra e da França à Suécia. Em “meetings”, onde as corridas de Fórmula 3, eram as vedetas e os prémios de partida e de  chegada permitia aos melhores viver, quotidianamente, da corrida. 
È esta fabulosa época, vivida por ele, nas maiores provas internacionais que nos conta este  Suíço, onde destaca a sua presença em Portugal, o seu primeiro lugar na grelha de partida da primeira manga e o 21º lugar na final, com o Brabham BT15 – Ford, no circuito de Cascais no ano de 1965 e a sua passagem por Vila Real.


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Sábado, 26 de Novembro de 2011

13º Circuito de Vila Real 1966 Fórmula 3

13º Circuito de Vila Real 1966 Fórmula 3

 

XIII Circuito Internacional de Vila Real

 

A corrida principal está destinada aos automóveis da Fórmula 3 eram totalmente desconhecidos para a maior parte dos vila-realenses. A informação era escassa, sobre automobilismo tinha-mos o Jornal Motor, a Revista Mundo Motorizado e era nos Jornais diários que procurávamos avidamente a informação. 

A Fórmula 3 de um litro e quatro cilindros, foi introduzida em 1964, baseada nas regras da popular Fórmula Júnior. Os motores eram na maioria provenientes do Ford Anglia 105E (produzido entre 1959 – 1968) tinha 997 c.c. uma cabeça Cosworth SOHC, com 2 válvulas especiais, sendo de longe o mais eficiente e popular. Naturalmente foram inicialmente montados em chassis da Formula Júnior para o efeito adaptados, mas rapidamente evoluíram e tornaram-se autónomos envolvendo um grande números de pequenos construtores, Brabham, Tecno, Lotus e, a comprovarem as suas qualidades.

 

“(…)§4º - XIII CIRCUITO INTERNACIONAL DE VILA REAL; será destinado a automóveis de Fórmula 3 em conformidade com a respectiva definição estabelecida pela F. I. A.

A competição será disputada em 25 voltas, com um percurso de 173,125 Kms.(…)”

 


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Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011

13º Circuito de Vila Real 1966

 

13º Circuito de Vila Real 1966

 

XIII CIRCUITO INTERNACIONAL DE AUTOMOVEIS

“DESPORTO MOTORIZADO

DE NOVO CORRIDAS EM VILA REAL

FORMULA 3, GRANDE TURISMO,

TURISMO E FORMULA V

 

 

Quando apareceu o programa no Excelsior,foi o delirio, iriamos ver novamente os mais belos carros de corida de então.  

 

"Depois de oito anos de interregno – lamentado e lamentável -, vamos voltar a ter, dentro de dias, corridas de automóveis em Vila Real, a cidade transmontana a que em tempos se chamava «a capital dos desportos mecânicos em Portugal». Realmente, nos anos 30, as corridas de Vila Real gozaram de grande aura. Foi também o tempo glorioso de Vasco Sameiro, vencedor em 32, 33, 36, 37, 38 - Algumas vezes em luta com «volantes» estrangeiros. As corridas de Vila Real atraiam a cidade do Marão milhares e milhares de forasteiros – e eram, de facto, a grande festa do automobilismo no nosso país e igualmente o mais importante acontecimento (desportivo ou não) daquelas paragens. São tempos, de facto, que não se lembram sem uma ponta de saudade.

Terminada a segunda grande guerra, realizou-se de novo o circuito em 1949, com gente da casa, com muitos carros do passado – e a vitória de José Cabral, um estreante em competições do género. Até 1952 a prova efectuou-se então anualmente em Vila Real teve na sua pista alguns «volantes» estrangeiros de certa nomeada. Era a época dos italianos. Eles e os seus carros estavam na moda – aliás justificadamente. Em 50, Pietro Carini – o temporalmente Carini – ganhou a corrida ao volante de um «Osca-Maserati». No ano seguinte a Vitória sorriu a Giovanni Braco, o corredor que, tenso até então participado em dezenas de competições e sendo um bom campeão de montanha, veio a Portugal vencer ao primeiro circuito da sua carreira. Em 52, o triunfo sorriu as cores nacionais. Casimiro de Oliveira «Ferrari». Dominou todos os restantes concorrentes – e venceu bem. 

A seguir, dá-se outro interregno, provocado pela necessidade de proceder a obras de beneficiação da pista, que de facto, quando em 1958 se voltou a correr nela, estava em condições magníficas. As suas características de circuito variado tinham sido bastante melhoradas. E os estrangeiros que até nós então vieram não se cansaram de elogiar a bela pista de corridas. Ganhou Stirling Moss nesse ano, tripulando um «Maserati» - carro que, mais tarde, haveria de voltar a Portugal, para recolher ao Museu do caramulo, onde é, inegavelmente, uma das peças de maior interesse.

E em 1958 se ficou o circuito de Vila Real. Até hoje. Não obstante as muitas palavras de incentivo que, ao longo destes oito anos, se dirigiram aos vilrealenses, procurando insuflar-lhes um pouco de entusiasmo, que parecia faltar-lhes, o certo é que só agora foi possível organizar novamente corridas de automóveis na antiga e bela pista transmontana. É lastimável que tenham perdido tantos anos ingloriamente – mas louvemos os homens e as entidades que lançaram este ano mãos á obra reatando uma tradição que nunca deveria ter sido interrompida. Vila Real está, pois, de parabéns – e só há que desejar que, mal, no próximo dia 10 termine a última corrida, se comece logo a trabalhar nas do próximo ano. Só assim será possível que Vila Real torne lembrado o titulo que nos anos 30 tão merecidamente soubera conquistar".

In: Mundo Motorizado, 5 Jul 1966 

 

Comissão Organizadora

 

Eng. Pedro Manuel Alvellos

Rodrigo Botelho Ferreira de Araújo

Francisco António Oliveira Teixeira

António César de Oliveira Sampaio

Manuel António Teixeira Serôdio

António João Martins

Luís Maria Fernandes Faceira

Armando Lima Sampaio

Dinis Cardoso Cortez

José Augusto Rosa de Queirós

Dr. José Borges Rebelo

 

 

 

 

Alguns postais de Vila Real da época, na qual passei a minha juventude… na qual a Avenida Carvalho Araújo e o Largo de Camões era o meu “quintal”.   


publicado por dinis às 23:20
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Sábado, 27 de Junho de 2009

As visitas de Charles Mc Carty a Vila Real

 

No inicio de Setembro de 2008, Charles McCarty visita Vila Real. Acompanhado pela vila-realense que entretanto rumara às terras de Sua Majestade, percorre o circuito, ou melhor revive a pista que em 1966, 1967 e 1968, havia pisado como piloto.
O seu melhor lugar acontece em 1967, onde com uma maior experiência e um melhor conhecimento do traçado, obtêm o 4º lugar, com um Brabham BT 18. Steve Matchett, o seu companheiro de desgraça, abandona, depois de ter obtido o 3º tempo dos treinos, com um ultrapassado BT 15. No ano anterior, o acidente quase o deixa na ruína, ou não fosse a colaboração de vários beneméritos durante a entrega de prémios.
Em 1968, voltou a não ser feliz, Charles foi obrigado a abandonar na 6º volta.


Na actual Ponte de Ferro sobre o rio Corgo, recorda o seu acidente ocorrido durante a sua primeira participação. Na sequência de um contacto com a berma da ponte e consequente despiste, seguido de um toque do seu compatriota Steve Matchett, na 11ª. volta, espalham os destroços dos seus Brabham ao longo da Ponte Metálica. Entretanto, alguns pedaços saltam os resguardos da ponte, em direcção ao rio. Espectadores e elementos de segurança, aguardam impacientemente que nenhum piloto tivesse a infelicidade de acompanhar algumas dessas partes.
Imediatamente os bombeiros constatam somente a existência de alguns destroços espalhados pela encosta, uma vez que os respectivos pilotos nada sofreram além do tremendo susto.

Alguns pedaços dos bólides foram posteriormente recolhidos e guardados em várias residências, incluindo uma roda pertencente ao formula 3, ainda se encontra bem guardada.


Resultadosdas suasparticipações:

Charles McCarty

1966 Nº 28 BT 18 Acidente

1967 BT 18 Nº 92 4º lugar

1968 BT 18 Nº 23 Abandonou.

Steve Matchett

1966 Nº 3 BT 15 Acidente

1967 Nº 98 BT 15 abandonou.

A partir de então, tem visitado a barbearia situada na curva mais famosa de Vila Real, a curva da Salsicharia, ou melhor, o Sinaleiro, a mítica curva que depois de 1958, proporcionou inúmeras e variadas emoções quer a pilotos e fotógrafos ou espectadores.

É nesse local que se encontra o livro “Circuito Internacional Automóvel de Vila Real Recordações de corredores” com algumas opiniões de pilotos, entre os quais as de McCarthy, nos anos de 1966 ou 67 e 1968, onde se pode ler:

 

 

 

 

 

 

“Eu achei a organização da corrida de alto calibre. Os fiscais das bandeiras fizeram um excelente trabalho. Para o próximo ano eu penso que deviam considerar os seguintes melhoramentos:

A superfície da pista em alguns pontos está irregular e deveria ser recoberta.

A grelha de partida deveria ser mais afastada. Os carros estão perigosamente juntos à partida.

 

“Eu estou muito contente com a corrida e espero voltar no próximo ano.”

Charles Mc Carty

 

1968

“Como sempre o meu circuito favorito na minha cidade com pessoas muito simpáticas.”

Charles Mc Carty

 

 

Local de encontro de pilotos, entusiastas e curiosos á procura de novidades ou recordações, amavelmente disponibilizadas por Joaquim Teixeira, coleccionador, expositor e divulgador do nosso maravilhoso circuito e quem sabe encontrar Charles Mc Carty a cortar o cabelo.

Assim encontrei no jornal O Comercio do Porto de Segunda-feira 11de Julho de 1966, uma desenvolvida reportagem sobre o acidente ocorrido no Domingo.

Algumas imagens do XIII Circuito Internacional de Vila Real

 

 


 

 

 

 

 

Na legenda deve retirar-se o nome de Charles McCarty, em virtude de não ter sido reconhecido pelo próprio.

 


publicado por dinis às 01:59
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