Ferrari Colection - Um olhar sobre as minhas miniaturas
1633ª Ferrari 166 MM –Ferrari Colection RBA Fabri
O primeiro Ferrari em Portugal foi o 166 MM, e na sua cor original, correu em Vila Real
1130ª – Ferrari 166 MM Art Model
https://manueldinis.blogs.sapo.pt/ferrari-166-mm-coupe-195-um-olhar-1837255
1141ª – Ferrari 166 MM spyder stradale Art Model
https://manueldinis.blogs.sapo.pt/ferrari-166-mm-spyder-stradale-um-1843522
1204ª – Ferrari 166 MM barchetta - G. P. del Portogallo A Palma 1954 ART MODEL
https://manueldinis.blogs.sapo.pt/ferrari-166-mm-barchetta-um-olhar-1891792
O Ferrari 166 MM Barchetta Touring foi apresentado no Salão de Turim em Setembro de 1948, foi também designado de “Barchetta”, pois a forma da sua carroçaria evoca-nos um pequeno barco (barchetta em italiano).
O Ferrari, com o chassis #0056M, e equipado com o histórico motor V12 elaborado Gioacchino Colombo, obtém a designação 166 por ter 166c.c. em cada cilindro, foi o primeiro modelo da marca italiana a entrar em Portugal. a 10 de Junho de 1950.
João A. Gaspar importador e agente da Ferrari em Portugal expõe - o no Stand de Exposições, situado na Rua Passos Manuel, 225, no Porto. Saído de fábrica com a carroçaria Touring em azul escuro metalizado e com dois faróis de nevoeiro na dianteira e acabamento interior de competição foi entregue a José Barbot
A 15 de setembro foi adquirido por José Júlio Marinho que o inicia em provas desportivas, no I Grande Premio de Portugal, a 17 de Junho de 1951 e conduzido por Guilherme Guimarães, que na qualificação é 10º, mas na corrida só faz quatro voltas
De seguida correu no X Circuito Internacional de Vila Real, conduzido por G Searamiug, ou seja Guilherme Guimarães, consegue o 8° lugar na grelha entre 17 concorrentes mas na prova acabou por não completar por acidente
No dia seguinte, correu no Festival Nocturno no Estádio Lima Porto, pelas mãos de Piero Carini, emprestado por Guilherme Guimarães. Conseguiu o 2° lugar da geral, tendo Giovanni Bracco sido o vencedor.
No ano seguinte, participou no II Grande Prémio de Portugal no Circuito da Boavista , no Porto, e acabou no 8° da geral, no XI Circuito Internacional de Vila Real, a 6 de Julho, e pilotado novamente por Guilherme Guimarães acabando em quinto na geral, na Rampa da Penha, em Guimarães.
Em 1957, o automóvel foi vendido ao ATCA (Automóvel e Touring Clube de Angola) com o objectivo de serem utilizados em competição, por condutores escolhidos pelo clube angolano.
Maximino Morais Correia, participou com ele no I Grande Prémio de Angola, em Setembro de 1957, mas não estabeleceu um tempo que lhe permitisse iniciar a corrida, em consequência de uma série de problemas mecânicos, mas em Setembro do ano seguinte corria a II Taça da Cidade de Luanda, onde terminou num 6° lugar da geral.
Participou ainda no III Grande Prémio de Leopoldville, no Congo Belga, e também para o III Grande Prémio de Angola. Em Julho de 1960 João Alves conduziu o 166 MM na Taça da Cidade de Lourenço Marques, Moçambique, terminando na 7ª posição da geral na prova, ganha por Syd van der Vyer.
No mesmo ano, o clube ATCA vende o 166 MM a António Lopes Rodrigues que o regista em Moçambique, e de seguida participa na Rampa da Polana, Lourenço Marques.
Em Agosto de 1963, muda novamente de proprietário, tendo Hugh Gearing, de Joanesburgo, África do Sul, adquirido o veículo a António L. Rodrigues.
Dez anos depois, Hugh Gearing vende-o a Robert van Zyl, também de Joanesburgo. Robert e Geerie van Zyl participam na Histórica Mille Miglia, na prova que decorreu de 9 a 12 de Maio de 1996. No ano seguinte, Robert marca presença no encontro promovido pelo Clube Ferrari de África do Sul, na celebração do 50° Aniversário da Ferrari, na pista de Kyalami.
Robert e Patricia van Zyl conduzem o Ferrari, novamente na Histórica Mille Miglia, em Maio de 2004, repetindo a participação em Maio de 2011.
No mesmo ano, a 17 de Setembro, é Geerie van Zyl que participa com o 166 MM, no Troféu “Freddie March Memorial”, prova integrante do “Goodwood Revival Meeting”.
Agora encontra-se no Museu do Caramulo e foi visto no Caramulo Motorfestival de 2018
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Modelo real
Miniatura
Interior detalhado
Sem suspensão.
As rodas são de plástico de acordo com as originais.
Fabricante
Ferrari Colection
Referencia nº 11 preço 10€99
Material – zamac
Material da placa de base – plástico
A base está aparafusada à carroçaria
Apresentado em base de plástico envolto em expositor plástico transparente para exposição
País –China
Emilio Romano 2º Classificado
Circuito Internacional de Vila Real 1950
Categoria Sport
Cisitalia Abarth 204 A
Base Metro
Mais uma fantástica miniatura de
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Foto da prova colorida por Ricardo Grilo
Alfa Romeo 412 C Especial Felice Bonetto
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Como Felice Bonetto teria andado por Vila Real no Alfa Romeo 412 C Especial, no ano de 1950
Miniaturas da colecção Armando Garcia
Circuito internacional de Vila Real
Ferrari 166 MM
Vasco Sameiro
O primeiro Abarth ou o último Cisitaia em Vila Real
Cisitalia Abarth 204A Spyder Sport
Quando em Julho de 1990 a Revista Le Fanauto - Auto Passion, na segunda parte do dossier Cisitalia Consorzio Industriale Sportivo Itália e, sobre o titulo num breve artigo “La Tipo 204, derniere Cisitália ou … première Abarth” podemos ver três Cisitalia a sair da Abarth logo pensei que algum deles poderia se o que veio a correr em Vila Real mas, ao ver o de Emilio Romano em Vila Real, com uma cor escura que pode ser vermelha verifique que não era verdade.
O “Le catalogue complet de toute la production “ indica a construção de quatro exemplares entre 1948 e 1949.
O quarto modelo deve ser o de Vila Real, seria vermelho, mas agora o que resta é este belo exemplar
também fiquei a saber que :
“(…) C´est le 31 mars 1949 que la sociéte Abarth& C. est officiellement constituée à Bologne et non pas le 15 avril habituellement cité, qui este na réalité la date de lancement de la «Squadra Carlo Abarth» à Turin (…)”.
O meu imaginário estava longe de um dia poder encontrar ainda que em fotografia um Cisitalia e elas aqui estão do exemplar que nem a história documentada tinha, falhou por completo o valor de reserva pedido, quando foi colocado em leilão pela Bonhams em 2012. O valor pedido situava-se em valores da ordem dos 600.000$. Resta-nos esperar para saber quem será o felizardo, que vai ter a hipótese de ter uma magnífica peça de museu, conduzida por uma das maiores lendas do automobilismo Tazio Nuvolari
Emílio Romano em 1950 no Cisitalia Abarth e no ano seguinte também voltou para ocupar o 4º lugar.
Allard J 2 1950, TN-13-02, # 1692, um dos três exemplares vindos para Portugal
Um dos mais conhecidos automóveis antigos portugueses é certamente este Allard J 2 que frequentemente exibe toda a sua pujança em diversos eventos.
Importado em 1950, obtém o 3º lugar com José Cabral em Vila Real no final do ano conquista o título de Campeão Nacional de Rampas.
No ano seguinte com José Nogueira Pinto volta a Vila Real mas abandona.
Manuel Matos Gil participa a partir desse ano em algumas provas de rallye
Nos anos setenta, ou melhor em 1977,no Autódromo do Estoril, pilotado por Horácio Gonzalez, está pintado de verde e ostenta uma lista amarela ao centro a imitar os Lotus Seven.
No Rali Mundial Fiva – Porto 2001 regressa a Vila Real com Horácio Gonzalez
Agora fui encontrá-lo no Cascais Classic Show 2013, onde foi uma das atracções principais… sempre com o seu proprietário ao volante.
Um motor Ford V 8 Mercury “flatead” de 4375 c.c. litros que desenvolve uns impressionantes 160cv, emite um ronco brutal, é comandado por uma caixa de três velocidades que levam os 800 Kg a uma velocidade máxima de 150Km/h.
Cascais Classic Motorshow 2013 parte 10
Ciclo de conferências Grémio Literário Vila-realense Encontro de Vila Real com a História
Riley Sprite de 1937 António Camilo Fernandes
O mítico automóvel Vila-realense voltou ao primitivo paddock da pista de Vila Real, tal qual entrou em 1949.
Nos anos 30, o Bugatti de Elísio de Melo e outros desportivos estiveram no Jardim da Carreira, mas, o primeiro automóvel de corrida de um piloto Vila-realense a correr no Circuito de Vila Real foi este belo automóvel que ainda se encontra na posse da família, voltou novamente ao Jardim da Carreira naquela manhã de 14 de Julho, integrado no Ciclo de conferências organizadas pelo Grémio Literário Vila-realense e subordinado ao tema Encontro de Vila Real com a História.
Às 10h 30m, ao lado do Riley, com a presença da Vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Real e após uma breve introdução de Elísio Amaral Neves, iniciou-se o programa com a palestra de José Barros Rodrigues, subordinada ao tema “Aureliano Barrigas, inventor”.
O Chefe Artur a registar o momento.
Entre os presentes, encontravam-se Costa Paulo e o Campeão Nacional de Velocidade, António Taveira.
Em 1937 Manuel Soares Mendes pilotou um Riley na categoria sport e abandonou mas em 1938 foi 7º classificado.
António Camilo Fernandes abandonou em 1949 e em 1950, não alinhou, por motivo de doença.
Neto e bisneto seguiram o mesmo caminho realizado outrora por seu avô e posteriormente por Carlos Fernandes em várias ocasiões, a última vez em 2007 durante o 40º Circuito Automóvel, durante o desfile de automóveis antigos.
O programa continuou e no dia seguinte encerramos no Museu de Arqueologia e Numismática com este simbólico momento.
Era assim todos os anos
Todos os anos por esta época se recordavam as corridas realizadas pela Rua dos Ferreiros
E a eterna questão 1950 ou 1951, continuava…
1951 dizia a placa, enquanto para os mais entendidos ,mais velhos, era 1950 e para os mais brincalhões ainda não tinham nascido
Sim, foi pela Rua dos Ferreiros que o Circuito Internacional de Vila Real e somente em 1950, desciam a rua da Guia e subiam a Rua Sargento Pelotas, aquele difícil percurso, obrigava a andar mais 170 metros, tanto na corrida de automóveis como na de motos, conforme o livro editado pela Comissão Organizadora sobre o circuito de 1950.
Após o café na Pompeia, Gomes ou Excelsior , era obrigatório ir á festa de S. Lazaro, sim, lá no fundo, junto do Rio Corgo ,no Bairro dos Ferreiros, e assim descíamos e subíamos várias vezes a ingreme estrada, sempre na brincadeira e a ouvir “Ó Tempo Volta Para Trás” por António Mourão no "piqué "que animava a festa, e a tentar saber o ano em que a prova por ali passou.
E assim voltou a acontecer hoje,depois do 55º Encontro de Clássicos Além Corgo
Antes da rotunda era a recta da Ford, actual Volvo Autolin
Antes de chegar á estação na Rua Visconde de Carnaxide

O novo percurso na descida para a ponte de Santa Margarida.
Depois da passagem de nível, descia-se pela Rua da Guia ,mas actualmente na curva é proibido continuar a descer, antes do cruzeiro.
Vista actual do antigo traçado de 1950.
O circuito atravessava o Rio Corgo, pela Ponte de Santa Margarida, junto á capela de S. Lazaro.
Subiam pela rua Sargento Pelotas,
descreviam a curva apertada do Largo do Prado,
e continuava a subir pela rua do Prado.
até desembocar na Rua Miguel Bombarda
A subida terminava ao lado do muro e da casa da Salsicharia,(Sinaleiro), atravessavam a então inexistente Avenida 1º de Maio, da direita para a esquerda.
Seguiam pela Rua Miguel Bombarda, entrando de novo no Circuito Internacional de Vila Real.
Ferrari 166 MM de Vasco Sameiro
O Ferrari 166 MM Touring Barchetta chassis 0040M de Vasco Sameiro estreado em Portugal no IX Circuito de Vila Real em 1950, depois de ter feito parte do espolio do Museu do Caramulo, continua em actividade e a receber os melhores elogios sempre pelas mãos do casal Sally Mason - Styrron
PaulaHam's Bucket / Goodwood Revival 2009
In:
http://s375.photobucket.com/user/PaulaHam/library/Goodwood%20Revival%202009?sort=3&page=20
2012 Em Syon Park em West London, Salon Privé o Ferrari 166 MM Barchetta, de Sally Mason-Styron arrebatou o "Best of Show"
Circuito de Vila Real 1950

O novo percurso na descida para a ponte de Santa Margarida.

Nos treinos, o vila-realense António Camilo Fernandes, não foi alem do 15º lugar e não participou na prova, por indisposição.
Início da prova
Casimiro de Oliveira a subir a Rua Sargento Pelotas no Allard J2 seguido do Ferrari 166 MM de Vasco Sameiro
O Cisitalia Abarth 204A de Emílio Romano
O FAP de Fernando Palhinhas, um Adler por si transformado.
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Foto:
Revista ACP
Centro de Documentação do ACP
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