Capa do livro das corridas
Desenho do Arq. Carlos Santelmo Gomes
VIII Circuito de Vila Real ( Sport Grupos IV e V) 1949
Pela primeira vez em Vila Real uma prova foi dividida em duas corridas, segundo os grupos em que estavam inscritos.
Mas continuemos a dar uma “vista de olhos” pelo regulamento.
“(…)Lotação
Art. 6º - O número mínimo de lugares será de 2, não podendo ser ocupado o segundo lugar.
Caixas
Art. 6º - As caixas («carrosseries ») deverão corresponder ás prescrições do Art.º, 3º do anexo c do Código Desportivo Internacional (Nº. 247 e seguintes), isto é , deverão ser completamente acabadas, não apresentar qualquer elemento provisória. Ter um mínimo de 2 liugares(frente à estrada) e ter uma largura mínima de 90cm.(…)
(…) Guarda lamas
Art.7º - Os guarda-lamas não deverão ter carácter provisório e serão solidamente fixados. Deverão estar colocados exactamente por cima das rodas, por forma a cobri-las eficazmente, contornando pelo menos um terço da sua circunferência.(…)
(…) Licenças
Art. 18º - Os automóveis que tomarem parte no Circuito de Vila Real deverão ostentar durante a corrida os números que lhe forem atribuídos, pintados de forma bem visível e nos lugares indicados pelos Comissários Desportivos.(…)”
Agrupamento A1
Carlos Barata no Talbot Rally 3 e Artur Ribeiro no Datsun 1200 GX passa na Ponte de Ferro.
Joaquim Macedo piloto de Tabuaço á frente do Vila-realense Artur Ribeiro

Lui´s Rosado no Autobianchi A 112 a caminho do 10º lugar
Foto Auto Mundo
VIII Circuito de Vila Real ( Sport) 1949
Mais alguns possíveis cartazes…
“(…)Percurso
Art, 3º - Esta prova será disputada em 20 voltas dum circuito de estrada cujo perímetro é de 7.200 metros e, portanto, numa distância de 144 quilómetros.
Art, 4º - A esta prova são admitidos os automóveis das classes H e B da categoria «Sport» do Código Desportivo Internacional, isto é, todos os carros de uma cilindrada superior a 500 c.c. e inferior ou igual a 8.000 c.c. que serão divididos em cinco grupos, como se segue:
Grupos cilindrada
I até 750 c.c.
II de 751 c.c. 1.100 c.c.
III de 1.100 c.c. 1.500 c.c.
IV de 1500 c.c. 3.000 c.c.
V além de 3000 c.c.
Os automóveis cujos motores sejam munidos de qualquer dispositivos de super alimentação serão classificados no grupo correspondente ao produto da sua cilindrada geométrica pelo coeficiente 1,5. (…)”
Os prémios do VIII Circuito de Automóveis
Classificação geral
1º prémio 25.000$00
2º 10.000$00
3º 5.000$00
4º 3.000$00
5º 2.000$00
Classificação por grupos
Grupo I – 1º prémio 4.000$00
2º prémio 2.000$00
Grupo II – 1º prémio 4.000$00
2º prémio 2.000$00
Grupo III – 1º prémio 4.000$00
2º prémio 2.000$00
Grupo IV – 1º prémio 4.000$00
2º prémio 2.000$00
Grupo V – 1º prémio 4.000$00
2º prémio 2.000$00
Total de prémios pecuniários: 75.000$00
Estes prémios não são acumuláveis. Haverá outras taças a atribuir.
1989 - CNV Circuito de Vila Real
Reportagem do "Rotações" RTP
5º Circuito Motociclista de Vila Real
Estudo de provável cartaz…
Extractos do regulamento primeiro circuito do pós guerra
“Regulamento do V Circuito Motociclista de Vila Real
Art. 2º - Esta prova é disputada em circuito fechado e de acordo com o regulamento Internacional das Manifestações Desportivas da FEDERATION INTERNACIONALE DES CLUBES MOTOCICLISTES (F.I.C.M.) duma maneira geral e sujeita ás condições especiais deste regulamento.
Art. 3º - A Comissão do Circuito de Vila Real assume inteira responsabilidade pela execução da prova, para o que praticará todas as formalidades, tanto no que respeita à segurança dos intervenientes e do público, como no tocante à responsabilidade civil emergente de todo e qualquer acidente que se possa eventualmente verificar no decurso das provas ou por efeito das mesmas.
Classes e categorias
“(…) Art, 7º - A Comissão Desportiva do «Moto Club de Portugal», ou seus legítimos representantes, podem recusar a inscrição de qualquer máquina sempre que assim o entenda, sem que disso tenha que dar explicações. Igualmente pode recusar a inscrição de qualquer candidato, desde que não lhe reconheça aptidão para disputar a prova.”
“ Total dos prémios
Ao primeiro classificado de cada categoria será atribuída uma taça.
È também instituído um troféu para o concorrente que estabelecer a volta mais rápida neste circuito.
Para ambas as provas há subsídios de transporte, de Esc. 15.000$00”
VIII CIRCUITO DE VILA REAL (SPORT) 1948
REGULAMENTO
DO
VIII CIRCUITO DE VILA REAL (SPORT)
organizado pela
Comissão do Circuito de Vila Real
“Organização e género de manifestação
Artigo 1º - A comissão do circuito de Vila Real, constituída pelos Srs. Dr. Aníbal Catarino Nunes, presidente da Câmara Municipal, Luiz Taboada, Representante do Automóvel Club de Portugal; Engº. Filipe de Correia de Mesquita Borges, representante da Direcção de Estradas; Dr. João de Barros Coelho Mourão; Luís Jales Guimarães; organiza no dia 27 de Junho de 1948, sob o patrocínio do Automóvel Club de Portugal, uma corrida em circuito fechado, inscrita no Calendário Desportivo Internacional, que se disputará sob a designação de VIII Circuito de Vila Real.
Esta prova, aberta aos automóveis da categoria «Sport» é organizada segundo as prescrições do Código Desportivo internacional. (…).
Disposições gerais
“ (…) A Comissão Desportiva poderá mandar suspender ou anular a prova se as circunstâncias o exigirem, sem que tenha de informar quais os motivos da sua decisão.
A 12 de Junho de 1948. Aureliano Barrigas faleceu com 55 anos de idade, solteiro, e as primeiras corridas ( que ele tanto apreciava) do pós-guerra marcadas para duas semanas depois.
Cartaz das corridas
que pode ser alusivo ao VIII circuito de Vila Real, marcado para o dia 27 de Junho de 1948.
A prova era reservada a carros da categoria “Sport” estava inscrita no Calendário Desportivo Internacional.
Também estava incluída uma prova de motos, a 5º. corrida de motocicletas.
Como é sabido, só no ano seguinte é que se iniciariam as corridas, depois da segunda Guerra Mundial.
Stand Royal - Vila Real
Anúncio publicado no livro do circuito de Vila Real em 1936
Outros motivos levaram muitas pessoas desde há muito tempo a Chaves à Feira dos Santos.
Não havia melhor motivo para os vendedores da Opel que a data encontravam nesta feira uma óptima oportunidade para exposição e venda dos seus modelos.
Partida para a Feira dos Santos em Chaves a 31 de Outubro de 1937 da caravana Opel Kadett na Avenida Carvalho Araújo, junto do Stand Royal.
Autor da Fotografia Mário Silva (Márius)
Colecção D. Maria Emília Rebelo da Silva Sousa Botelho
Centro Cultural e Regional de Vila Real 2002
Chevrolet 100 anos de história
A Chevrolet comemora nesta quinta-feira, 3 de Novembro, 100 anos de história.
Fundada em 1911 por Louis Chevrolet, piloto e especialista em mecânica e William C. Durant, produziram um automóvel numa garagem alugada em Detroit.
Hoje, 100 anos depois, vejo com agradou um anúncio à marca.
1936 Categoria corrida
Douglas L. Briault – Nº. 16 – Era B Type – Abandonou.
Edward Rayson – Nº. 15 – 3º. Bugatti 35C – 4º.
Manby- Colegrave – Nº. 17 – Era B Type – abandonou

Posto de cronometrágem...
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Ribeiro Ferreira
Passeio a Chaves
O local escolhido para início do “São Martinho Transmontano” que se realizou no passado dia 29 de Outubro, foi o mesmo onde todos os meses nos encontramos para os nossos encontros de clássicos de Vila Real.
Enquanto aguardávamos pelos participantes, fomos recordando as vivências destes dias (festa dos Santos) na nossa juventude. Belos tempos em que os amigos guardavam o lugar no carro, com antecedência, para irmos até Chaves, à feira dos Santos. Antes, através de telefonemas e cartas preparávamos os encontros para que pudéssemos ter algumas surpresas agradáveis á nossa espera. Se as tácticas falhassem, afogávamos magoas no presumo, no tinto e nas “loiras”.
O Mini já com o nome do neto.
Á hora marcada rumamos em direcção a Vila Pouca de Aguiar, atravessamos a famosa recta do vale de Vila Pouca, mas um desvio levou-nos a revisitar algumas das aldeias da Serra do Alvão, seguindo em direcção ao Castelo de Aguiar da Pena, perto da aldeia de Pontido, berço de uma banda de música muito conhecida.
Ao fundo, no alto do monte, avistamos o castelo, altivo e desafiador, mas com um caminho onde nem um carro cabia, “caminho de cabras” foi imediatamente rejeitado pela distância e dificuldade de acessos.
“O Castelo de Aguiar é um singular castelo roqueiro, cuja estrutura actual remota aos séculos IX ou X. Situado sobre um enorme penedo granítico, os achados em campanhas arqueológicas revelaram três grandes níveis de ocupação: Pré-Histórica, Celta e Romana. O acesso ao edifício é feito por uma entrada com seis escadas, sob um portal com forma ogival. Subindo alguns rochedos, atinge-se o ponto mais alto, de onde se vislumbra uma panorâmica abrangente sobre todo o Vale de Aguiar. Inclui-se, no edifício, um compartimento de tecto abobadado, bem como a sala da seteira, janela de privilegiada visibilidade estratégica.”
Com o Fiat do João a comandar as operações passamos Vila Pouca, Pedras Salgadas e Vidago, onde não muito longe dali, recordo, em tempos que já lá vão, uma avaria num Hilman Imp “numa noite de verão, em que nos dirigimos a Chaves, para tomar café, ficamos apeados. Na ânsia de encontrar auxílio, dois de nós apanhamos boleia até aos Bombeiros Voluntários de Vidago, que prontamente nos auxiliaram com um Jeep e alguns homens para o respectivo reboque. Com a sirene a tocar, só para afastar e avisar os automobilistas - como dizia o chefe dos bombeiros, porque nós até vamos devagar - quando lá chegamos, encontramos os nossos companheiros que ficaram a guardar o carro, a dormir. A corda com que os bombeiros rebocavam o carro partiu várias vezes, o que foi um subir e descer constante do Jeep. Enfim um pequeno calvário muito divertido para chegar a Vidago. Entretanto íamos nós nesta embrulhada, quando um carro nos ultrapassa e acenando nos manda parar, era nem mais nem menos, o antigo proprietário do carro que nos disse que lhe conhecia as manhas todas. Lá lhe explicamos que a caixa de velocidades tinha encravado e o carro não andava, nem para a frente nem para trás. Muito descansadamente respondeu-nos que lhe conhecia todas as manhas, menos esta, mas também não havias problema, pois ali à frente ia encomendar um petisco e ficava tudo por conta dele.
Depois de sermos obrigados a deixar o carro na avenida, entramos para o restaurante e a conversa durou até altas horas da noite. De repente, o homem lembrou-se que tinha deixado a mulher em casa da sogra e que ficou de a ir buscar. Quanto a nós, dormimos em casa de amigos e a ida a Chaves ficou-se por ali. Como não havia assistência em viagem, regressamos a Vila Real à boleia.”
Voltando ao nosso passeio, continuamos a viagem até ao Hotel Rural Casas Novas para o almoço que decorreu num ambiente muito acolhedor.
De seguida rumamos até Chaves, onde outrora passamos muitas das nossas tardes de fim-de-semana.
Depois de um passeio pela Feira dos Santos, subimos a rua principal, dobramos a esquina outrora não muito fácil de passar, para os forasteiros, olhei para o que resta do Jardim das Freiras e entramos no Bar Aurora, também ele um resistente, para relembrar os belos tempos.
Sentia-se um ambiente estranho e muito diferente dos seus períodos áureos.
Ficam as boas memórias daqueles espaços que como tudo procuram adaptar-se aos novos tempos.
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