7º Circuito de Vila Real 1938
“O VII Circuito de Vila Real realiza-se no próximo dia 24 com a participação de alguns corredores estrangeiros.
É já no próximo domingo dia 24, que se realiza o VII Circuito de Vila Real, sem duvida uma das mais importantes provas de automóveis, do nosso país. Inscrita como se sabe, no calendário internacional, é , este ano, reservada apenas a carros de sport(…).
(…) Como será disputada a corrida
O VII Circuito de Vila Real é disputado no mesmo trajecto dos anos anteriores, agora consideravelmente melhorado, em 30 voltas. Como cada volta mede 7200 metros, o percurso total a fazer será de 216 Km.
Pelo regulamento são admitidos na prova carros de sport de 750 c.c. até 8000 c.c. divididos em cinco grupos, a saber:
I)até 1100c.c. ,
II) de 1001 a 1500c.c.;
III) de 1501 a 2000c.c.;
IV) de 2001 a 3000c.c.;
V) além de 3000 c.c..(…)”
“A propósito dos circuitos de vila Real e do Estoril
carros de SPORT e carros de CORRIDA
A-PESAR-DE tudo quantos nestes últimos anos, se tem feito para desenvolver o automobilismo desportivo entre nós, não há duvida que o nosso meio continua a ser muito pequeno para aquele atingir a importância que tem lá fora.
Não somos um país construtor; não existem corredores profissionais nem sequer amadores a quem as fábricas subvencionem ou simplesmente auxiliem; não se fazem nem se podem fazer corridas com prémios compensadores. O automobilismo desportivo faz-se entre nós por puro amadorismo, por sincera devoção desportiva, vivendo apenas do entusiasmo de umas dezenas de pessoas a quem a pratica desse desporto sugestiona.
Resulta deste facto não haver qualquer estímulo para os nossos automobilistas adquirirem carros especiais para participar em provas. Há alguns que o têm feito, mas são bem poucos. Mas não havendo entre nós grande número de corridas de velocidade, esses mesmo, como esta agora acontecendo, acabam transformar esses carros especiais em carros de sport.
Basta para isso pôrem-lhe os guarda-lamas e os faróis…
Bem sabemos que isso lhes é permitido pelos regulamentos internacionais. Porem a verdade é que esses regulamentos fizeram-se para países onde as corridas têm outra importância, onde as possibilidades dos carros e dos corredores são outras-e não para um meio como o nosso, onde as provas de velocidade são poucas e os carros que entram nelas são geralmente carros vulgares de catálogo.
Então o que havia a fazer?
Em nossa opinião, adaptar esses regulamentos tanto quanto possível ao nosso meio e ás nossas possibilidades, estabelecendo, nas futuras provas de velocidade, duas categorias de carros: uma para carros de corrida transformados em sport e outra para carros de sport de catálogo propriamente ditos. Os recursos dos concorrentes ficariam assim mais equilibrados e os resultados que se obtivessem traduziriam melhor o valor real de cada um deles.
Assim como está é que não.
A vantagem dos carros de corrida transformados em sport é sempre grande e por muito espírito desportivo que se tenha, é difícil haver quem queira competir com eles num carro de sport de catálogo, sabendo de antemão que os recursos deste ultimo não permitem oferecer àqueles uma luta que só resultaria interessante e desportiva se fosse travada em igualdade de circunstâncias e de possibilidades.
Desta forma, as nossas competições hão-de acabar por não ter concorrentes – e assim se acabará por dar um golpe de misericórdia nas corridas de velocidade em Portugal.
Agora, em Vila Real, por exemplo, vão correr carros de corrida, embora transformados em sport, que em relação aos carros de sport autênticos, tem 80% de possibilidades de vencer. Qual de entre estes, pode ter a pretensão de normalmente competir com aqueles? Nenhum, se há quem lá vá, é apenas por louvável desportivismo. – e honra lhe seja prestada, Mas isso representa um inconveniente que urge remediar,- e que de facto desejamos ver remediado no próximo circuito do Estoril, onde seria interessante ver estes carros divididos em duas categorias. Com isto só teria a lucrar o desporto automobilista do nosso país.”
In O volante de Junho de 1938
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